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Quatro Rodas

A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Quatro Rodas" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado.

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É ágil, econômico, silencioso. É o Monza 4 portas

(Edição nº 273, abril de 1983)

Baixo consumo, bom desempenho e ótima estabilidade, como no primeiro carro da marca, são as principais qualidades do Monza de quatro portas

O lançamento do Monza de quatro portas, com as mesmas boas qualidades de consumo, desempenho e estabilidade da primeira versão, confirma a evidência de que o consumidor brasileiro está aceitando melhor modelos como esse. Alêm da vantagem óbvia do acesso mais fácil ao banco traseiro, o novo carro da GM tem porta-malas maior do que o modelo hatchback. Com essas qualidades e características, parece claro que ele invadirá parte do espaço ocupado atê agora pelo Opala, embora tenha sido produzido para disputar a faixa dominada pelo Del Rey e pelo Passat LSE. O interesse pelo sedã de quatro portas está aumentando aos poucos no Brasil. A evidência de que as travas nas portas traseiras eliminam o perigo com relação às crianças; a maior facilidade de acesso ao banco traseiro; e a melhor ventilação (com quatro portas os vidros sempre descem) são três razões ponderáveis que explicam a mudança de opinião, ainda que lenta.

Mas a maior razão para que as fábricas produzam carros de quatro portas é a exportação. No exterior, ao contrário daqui, carros de duas portas são mal aceitos: em geral são veículos econômicos ou especiais. É o que explica o fato de a GM lançar o Monza quatro portas, mesmo sabendo que o modelo duas portas continuará a ser o mais vendido no Brasil.

Portas importadas

As portas dianteiras do novo Monza são menores do que as do modelo de duas portas. E, por enquanto, a GM está usando portas importadas (as do Ascona alemão), enquanto providencia a produção delas no Brasil. Em consequência, o Monza de quatro portas não tem quebra-vento, elemento quase extinto na produção européia pois provoca problemas aerodinâmicos quando aberto, e facilita a ação dos ladrões. Como, porém, o consumidor brasileiro se acostumou com o quebra-vento, eles existirão nas portas que serão produzidas aqui.

Fora a maior facilidade de acesso ao banco traseiro, o novo carro oferece o mesmo bom nivel de conforto do hatchback. Os ocupantes dos bancos dianteiros acomodam-se confortavelmente, assim como os dois que se sentam atrás. O terceiro, no centro, se houver, não se sentirá tão bem e prejudicará o conforto dos outros dois. Os comandos bem colocados, o banco confortável e a boa visibilidade tornam cômoda a posição de dirigir. É boa também a renovação de ar por meio de quatro entradas direcionáveis localizadas no painel, que admitem tanto ar frio como quente, e mais duas perto dô assoalho.

As modificações

O Monza de quatro portas tem algumas modificações em relação ao primeiro modelo: molas traseiras cerca de 8 mm mais altas e amortecedores dianteiros recalibrados. O Monza de quatro portas a gasolina se assemelha em desempenho e estabilidade ao hatchback, porque são iguais a mecânica e a estrutura. A alteração maior é do coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx) que aumenta de um ponto centesinal, em relação ao Ascona alemão, cujas linhas são iguais: ele passa de 0,38 do hatchback para 0,39, de acordo com informações fornecidas pela fábrica.

Embora com motor 1.8, seu desempenho é inferior ao da versão alemã. É claro que a baixa octanagem da gasolina nacional limita a taxa de compressão. Mas uma carburação mais adequada, com um bom carburador de corpo duplo (sem falar em injeção indireta, que seria o ideal), por certo melhoraria o desempenho e o consumo. Sua suspensão, projetada para atuar em asfalto liso, se ressente um pouco no chão irregular. Aí aparecem alguns saltitamentos, que prejudicam a estabilidade, normalmente boa. De todo modo, o carro tende a sair de frente nas curvas, em situações limite.

A direção, precisa e leve, com volante de diâmetro correto, não tem resposta muito rápida. Mas seu retorno é progressivo e rápido. Outro ponto positivo do Monza é sua reduzidíssima sensibilidade aos ventos laterais, uma boa qualidade resultante de seu desenho.

No consumo, a surpresa

O Monza de quatro portas a gasolina chegou a nos surpreender pelo baixo consumo. A começar pela excelente marca de 9,56 km/l em uso urbano, seguindo-se as de 12,32 e 13,12 km/l em uso rodoviário, a 80 km/h reais, respectivamente com plena carga e só com o motorista a bordo. E essas marcas não são melhores por causa do câmbio de quatro marchas que, em algumas situações, segura o carro nas descidas quando se tira o pé do acelerador obrlgando então o motorista a acelerar para manter a velocidade. Com o câmbio de cinco marchas esse problema vai desaparecer e as marcas de consumo rodoviário vão melhorar.

Quanto ao desempenho, não é o que se poderia esperar de um 1.800 moderno, mas fica a certeza de que o problema não é do motor. A carburação parece "estrangular" o motor. Um bom carburador de corpo duplo resolveria bem a questão. Apesar disso, em nossa pista de testes ele chegou à máxima de 157,377 km/h, acelerou de 0 a 100 km/h em 14,33 s e levou 35,58 s para percorrer o quilômetro. Finalmente, na prova de retomada, com o carro acelerado de repente com o câmbio em quarta marcha à velocidade constante de 40 km/h, o Monza levou 19,72 s para alcançar 100 km/h e 37,71 s para percorrer o quilômetro.

Os resultados

DESEMPENHO: alcança a velocidade máxima de 157,377 km/h, acelera de 0 a 100 km/h em 14,33 segundos e, na retomada, vai de 40 a 100 km/h em 19,72 segundos.

CONSUMO: em rodovia, a 80 km/h reais, fez 13,12 km/h quando vazio e 12,32 km/h com carga total. Em cidade fez 9,56 km/I. São boas marcas.

MOTOR: o mesmo 1.8 usado na versão hatchback. Tem respostas rápidas ao acelerador e bom torque, mesmo em baixa velocidade, o que lhe dá agradável elasticidade.

TRANSMISSÃO E CÂMBIO: câmbio de engates precisos, exceto a primeira, ás vezes dura. Como opcional recomendável a GM oferece o câmbio de cinco marchas.

FREIOS: a forma diferente da carroceria não influi nas desacelerações e nos espaços percorridos em freadas de emergência. Não provocam desequilíbrios.

DIREÇÃO: é leve mas sua resposta não é multo rápida. 0 retorno, pelo contrário, é progressivo e veloz. É precisa e agradável de segurar.

ESTABILIDADE: tende a sair de frente nas curvas, em situações extremas, como a maioria dos carros de tração dianteira. Ótima estabilidade direcional.

SUSPENSÃO: conjunto equilibrado, mas previsto para bons pisos. Em terreno irregular pode ocorrer saltitamento da traseira, em condições extremas.

ESTILO: moderno e atraente. A versão de quatro portas é mais equilibrada e agradável, embora perca um pouco do apelo esportivo do de duas portas.

ACABAMENTO: os muitos componentes de plástico nao geram ruídos pelo menos no carro novo. A mão-de-obra é cuidadosa e a junção das chapas bem feita.

CONFORTO: as quatro portas aumentam o conforto de quem senta atrás, onde dois ficam muito bem e três, apertados. A renovação de ar e e visibilidade são boas.

NÍVEL DE RUIDO: ouve-se bem o motor quando se anda com o motor em rotações altas. Em uso normal, contudo, é um carro silencioso.

POSIÇÃO DO MOTORISTA: comandos bem colocados e banco bem desenhado, embora segure pouco lateralmente (nas curvas fechadas). Boa visibilidade.

INSTRUMENTOS: tem o mínimo indispensável. Mas são bem visíveis e fáceis de ler em qualquer situação. Falta um bom conta-giros.

PORTA-MALAS: tem capacidade de 410 litros. É bem acabado, mas o estepe fica abaixo do plano de carga: para usá-lo á nacessárlo tirar toda a bagagem.

Conclusão

O Monza quatro portas tem qualidades de bom consumo, desempenho e estabilidade do hatchback com maior conforto para os ocupantes do banco traseiro, além do porta-malas bem mais espaçoso. Sua linha deve agradar à maioria, que em todo o mundo tem manifestado preferência pelas versões de três volumes (na apresentaçáo do Ascona na Alemanha 70% dos pedidos foram para o três volumes). Pode-se prever, portanto, que ele tomará parte dos clientes de seus concorrentes diretos e também do Opala.

Ficha técnica

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, refrigerado a água; diâmetro dos cilindros, 84,8 mm; curso dos pistões, 79,5 mm; cilindrada, 1.796 cm3; taxa de compressão, 8,0:1; comando de válvulas no cabeçote, acionado por correia dentada; válvulas de admissão e escapamento no cabeçote, com tuchos hidráulicos; potência máxima, 86 CV (63,3 kW) SAE a 5.400 rpm; torque máximo, 14,5 mkgf (142,2 Nm) SAE a 3.100 rpm; um carburador de corpo simples e fluxo descenente; gasolina comum. Transmissão: embreagem monodisco a seco, de acionamento mecânico; câmbio de quatro marchas sincronizadas para a frente e ré, com alavanca de comando no assoalho. Relações: 1ª) 3,546:1; 2ª) 2,168:1; 3ª) 1,370:1; 4ª) 0,970:1; ré) 3,300:1; diferencial, 3,944:1; tração dianteira. Carrocerla, chassi: carroceria de chapas de aço estampadas, sedã, quatro portas, cinco lugares; estrutura monobloco. Suspensão: dianteira, independente, McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos coaxlais e barra estabilizadora. Traseira, semi-independente, com eixo trabalhando em torção, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos. Frelos: a disco nas rodas dianteiras e a tambor nas traseiras, de acionamento hidráulico com servofreio. Direção: mecânica, de pinhão e cremalheira. Rodas, pneus: rodas de liga leve, com aro de 13 polegadas e tala de 5,5 polegadas; pneus 185/70 SR 13 radiais. Dimensões: comprimento, 436,6 cm; largura, 166,8 cm; altura, 135,8 cm; distância entre eixos, 257,4 cm; bitola dianteira e traseira, 140,6 cm; altura livre do solo, 14,8 cm. Capacidade do tanque: 61 litros. Peso: 1.035 kg.

Os números do teste

Aferição do velocímetro (km/h)

Velocidade indicada
(km/h)
Velocidade real
(km/h)

40

37,329

60

55,671

80

74,979

100

94,448

120

114,400

140

134,102

160

153,528

Consumo a velocidade constante (km/l)

Velocidade indicada (km/h)

Marcha usada

Consumo (km/l)

40

18,54

60

16,68

80

15,00

100

13,14

120

9,37

.Consumo médio (km/l)

Consumo em cidade

9,56

Consumo em estrada a 80 km/h carregado

12,32

Consumo em estrada a 80 km/h vazio

13,12

Aceleração (tempo em segundos)

Var. velocidade real
(km/h)
Marchas
usadas
Tempo
(s)

...................0  -  40

3,11

...................0  -  60

1ª / 2ª 5,95

...................0  -  80

1ª / 2ª 9,37

0  -  100

1ª / 2ª / 3ª 14,33

0  -  120

1ª / 2ª / 3ª 21,37

0  -  140

1ª / 2ª / 3ª / 4ª 33,42

Distância percorrida (metros por segundo)

0 - 500 m

21,99 s

0 - 1000 m

35,58 s

Retomada de velocidade (tempo em segundos)

Var. velocidade real
(km/h)
Marcha
usada
Tempo
(s)
...................40 - 60 6,71
...................40 - 80 12,92
40 - 100 19,72
40 - 120 27,76
40 - 140 40,76

Velocidade máxima nas marchas (km/h reais)

Marcha usada Km/h
49
84
127
157

Velocidade máxima na pista de testes (km/h reais)

Média de 4 passagens 157,377
Melhor passagem 157,895

Espaço de frenagem (metros)

Var. velocidade real (km/h)

Distância (m)

  40  -  0

8,80

  60  -  0

18,30

  80  -  0

32,40

100  -  0

49,25

120  -  0

69,70

freio de mão (60  -  0)

44,90

Diâmetro de giro (metros)

Esquerda

Direita

 10,85 m

10,60 m

Espaço interno (centímetros)

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