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Quatro Rodas

A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Quatro Rodas" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado.

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A família Monza ganha uma perua

(Edição nº 269, dezembro de 1982)

 

Dois repórteres de Quatro Rodas driblaram todo o aparato de segurança montado pela GM para proteger os seus dois mais bem guardados segredos, e estiveram frente a frente com as peruas Monza, nas versões de duas e quatro portas, que deverão estar no mercado até o fim de 1983.

As versôes de duas e quatro portas da perua Monza _um dos segredos mais bem guardados da General Motors brasileira, cujo lançamento está previsto para o ano que vem_ foram as grandes atrações de uma pesquisa de opinião realizada em recinto fechado com um público selecionado. A pesquisa foi encomendada pela fábrica ao Instituto de Estudos Sociais e Econômicos em caráter estritamente reservado, mas Quatro Rodas conseguiu entrar nos salões do Clube Monte Líbano, em São Paulo, e fotografar as novas peruas. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 20 de outubro, com a participação de aproximadamente 3.000 convidados.

Juntamente com os protótipos de duas e quatro portas da perua Monza, a GM expôs, também, os protótipos do Monza três volumes de duas e quatro portas, que deverão chegar ao mercado em março do ano que vem. Os quatro carros da GM foram agrupados no mesmo salão, para serem comparados com o Santana e a perua Passat, dois futuros lançamentos da Volkswagen, que estavam juntos num salão menor. Ao todo, eram 21 carros, 15 deles expostos na ante-sala dos outros dois salões _recinto que era o primeiro mostrado aos convidados. Apesar dos cuidados da empresa contratada pela GM, Quatro Rodas percorreu todo o roteiro da pesquisa secreta. Dois repórteres examinaram cada um dos carros, e deram a sua opinião. Ao fim da caminhada, os "enviados especiais" da revista trouxeram para a redação todas as informações sobre os protótipos e um filme com 25 fotos exclusivas, cada uma revelando um ângulo diferente dos carros. Uma das perguntas feitas aos convidados _"De quem você acha que é esta pesquisa?"_ deu margem a dúvidas, uns acreditando que era da Volkswagen e outros optando pela GM. Os próprios repórteres de Quatro Rodas divergiram na resposta.

Não foi difícil, porém, desfazer a dúvida. Na noite de 20 de outubro, Claudio Larangeira, repórter fotográfico, e Nehemias Vassão, editor de assuntos especiais de Quatro Rodas, esperaram durante quatro horas pela saída dos caminhões que levariam os protótipos de volta à fábrica. Às 2 horas do dia 21, os portões do Clube Monte Líbano se abriram para dar passagem a quatro carretas (duas grandes e duas médias), que transportavam os protótipos. Na rua, a surpresa: o grapo se dividiu, duas carretas para cada lado, com um Opala seguindo uma das duplas. Mesmo seguindo caminhos diferentes, o destino dos dois grupos era o mesmo. Às 3 horas duas carretas paravam em frente ao departamento de estilo da GM, numa travessa da avenida Goiás, em São Caetano do Sul; alguns minutos depois as outras duas chegavam ao departamento de engenharia, aiguns quarteirões adiante.

A pesquisa

No Monte Líbano, a longa caminhada de cada convidado para olhar demoradamente os carros, abrir e fechar suas portas, sentar diante de cada volante começava na ante-sala, onde estavam 15 automóveis e peruas produzidos no Brasil pela Ford, Volkswagen, Fiat e pela própria General Motors. Examinando cada carro, o visitante dizia qual gostaria de comprar. Dependendo da sua escolha, por um automóvel ou uma perua, era encaminhado para ver os Monza três volumes e as perua Monza.

A presença de automóveis e peruas numa mesma pesquisa é reveladora: a GM aproveitou a ocasião para matar todos os coelhos de uma só vez. As perguntas confirmam o interesse da fábrica de colher, ao mesmo tempo, dados para alicerçar tanto o lançamento dos modelos três volumes quanto o das peruas. A intenção de definir as características finais das peruas Monza ficou clara por meio de urna sequência de perguntas, que só começava quando o convidado confirmava preferir o Monza: ele era levado até uma das peruas para analisá-la cuidadosamente e depois responder se a compraria no lugar do modelo três volumes.

A caminhada entre os quatro modelos Monza _dois carros e duas peruas_ terminava numa sala menor, onde estavam o Santana e a perua Passat, diante dos quais era feita a pergunta final: "Analise cuidadosamente a perua Passat e responda: você ainda compraria a perua Monza?"

As peruas Monza

As duas peruas Monza apresentadas na pesquisa têm características iguais, a não ser quanto ao número de portas. E ambas repetem as linhas modernas do Monza, de capô em cunha, faróis trapezoidais fazendo conjunto com lanternas âmbar e grade de frisos largos, horizontais, em preto-fosco. Mas há duas particularidades de estilo. Uma delas é um aerofólio traseiro incorporado à carroceria, que forçará a passagem de ar sobre o vidro da porta traseira, para evitar o acúmulo de poeira; a outra são as colunas laterais traseiras, bem estreitas, fazendo um vértice agudo para a ampla area envidraçada: grandes janelas, separadas por colunas em preto-fosco e amplo vidro traseiro, que ocupa metade da porta. As lanternas traseiras, dispostas verticalmente, se encaixam nos recortes da porta, cujos extremos chegam até a altura do assoalho, e a placa de identificação se encaixa num rebaixo estampado na lataria. Os pára-choques largos têm os extremos que chegam até as caixas de roda, nas laterais.

Um friso de borracha preta corta as peruas horizontalmente na altura dos extremos dos pára-choques, e ambas são dotadas de espelhos retrovisores externos dos dois lados.

Um detalhe das novas peruas Monza: colunas traseiras são estreitas e os vidros laterais quase tocam o vidro traseiro. O conjunto de lanternas, vertical, é embutido na carroceria e não na porta.

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Outra inovação: para se evitar muito acúmulo de poeira no vidro  traseiro, elas têm uma espécie de  aerofólio no teto,  para forçar a passagem  de ar sobre o vidro  quando o carro está em movimento.

Uma ficha de informações, fixada ao lado dos carros para facilitar o trabalho de análise dos convidados à pesquisa revelava alguns dados das novas peruas: seu comprimento (433,6 cm) é 3 cm menor que o de três volumes (436,6 cm), os pneus são Gran Prix S 70 e as rodas, de alumínio. O consumo, também revelado, oscila entre 8,6 km/litro e 14,5 km/litro. A quinta marcha é opcional e os motores serão os mesmos 1.6 e 1.8 dos Monza já em produção.

Em relação aos Monza três volumes, o número de portas não altera as linhas de estilo: o perfil é o mesmo nos modelos de duas e de quatro portas. De um carro para outro, mudam apenas detalhes nas laterais, consequência da diferença no número de portas. A área envidraçada é a mesma, mas o quatro portas tem um vidro fixo nas janelas laterais traseiras, para permitir a movimentação do vidro principal. Nas colunas laterais traseiras ambos os modelos têm saídas de ar em plástico de cor preta, como no Ascona. As linhas da frente são idênticas às do modelo hatch em produção.

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