Monza Clube

Patrocinadores Classificados Agenda de Eventos Novidades Imprensa Notícias GM Facebook

..

..
Quatro Rodas

A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Quatro Rodas" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado.

..
Monza, o carro mundial da GM, está pronto

((Edição nº 259, fevereiro de 1982)

O nome já foi escolhido: Monza. As primeiras 50 unidades já estão sendo produzidas. Tudo está preparado para o lançamento do novo carro da GM no próximo mês de abril.

Monza, carro mundial da General Motors até agora conhecido como J, está pronto para lançamento no Brasil no próximo mês de abril. Na Europa e nos Estados Unidos ele é fabricado desde o ano passado. Mesmo assim, seus protótipos ainda rodam camuflados, no campo de provas da fábrica, em Cruz Alta, Indaiatuba, São Paulo, para esconder os pequenos detalhes que o diferenciam dos modelos europeus e norte-americanos. Foi ali que Biu Couto e Mílton Shirata fotografaram mais uma vez um dos seis protótipos que percorrem as pistas de asfalto e de terra, dia e noite ininterruptamente, nos testes finais. Enquanto os protótipos fazem os últimos testes, já estão sendo preparadas as 50 primeiras unidades que compõem a pré-série. Por trás dos disfarces que cobrem partes dos protótipos, confirmam-se as linhas do novo carro mostradas em Quatro Rodas nº 250 de maio/81.

O primeiro Monza brasileiro é um modelo fast back, de três portas. Nas fotos que publicamos em Quatro Rodas nº 253, de agosto/81, e nas que mostramos nesta reportagem, os protótipos têm traseira alta e aparentemente quatro portas. Tanto as linhas da traseira como a quantidade de portas, nas laterais, porém, foram alteradas de propósito a fim de esconder as verdadeiras linhas do novo carro (os trincos são falsos e os contornos das portas traseiras feitos com fita colante).

O nosso J

O Monza tem motor dianteiro, transversal e tração dianteira. É de concepção moderna e vai ocupar a faixa entre o Chevette e o Opala, ao qual a médio prazo deverá substituir. A forma do seu capô é em cunha. Seus faróis são retangulares (com o lado que limita com a grade inclinado). A grade tem frisos largos, em preto-fosco, que vão ficando mais curtos ao se aproximarem do pára-choque. Sob o pára-choque, de lâmina única (com os extremos envolvendo as laterais do carro) há duas entradas de ar e nos extremos destes faróis de milha (um de cada lado).

As janelas são duas grandes de cada lado (as traseiras estão disfarçadas com tinta branca, no protótipo fotografado). As janelas dianteiras têm quebra-ventos. O espelho retrovisor externo fica do lado do motorista. A antena do rádio do lado direito. A maior camuflagem do protótipo foi feita sob a traseira, e é a mesma do J alemão que mostramos na edição nº 250, de maio/81. A terceira porta tem dois terços cobertos por um grande vidro, com limpador fixado do lado esquerdo. As lanternas são retângulos grandes, com a luz de ré no centrc. Os pára-choques também de lâmina única são largos, com os extremos envolvendo as laterais. O cano de escape fica do lado esquerdo. Um friso de borracha preta corta o carro horizontalmente, na altura dos extremos dos pára-choques.

As dimensões do Monza mostram a tendência atual para o aumento de tamanho dcs carros, visando a proporcionar mais espaço e conforto, e mantendo-se as características de autonomia e economia: com 440 cm de comprimento, ele está entre o Chevette (412 cm) e o Opala (468 cm). É maior que o Passat (429 cm) e o Ford Escort (416 cm) e menor que o Corcel II (448 cm) e o Del Rey (450 cm). Sua largura é de 167 cm e a altura de 130 cm. As bitolas dianteira e traseira têm 141 cm e 140 cm, respectivamente. A distância entre-eixos é de 257 cm.

O motor do Monza é brasileiro (exportado para montagem do carro no exterior), e terá duas versões de cilindrada (1.600 e 1.800 cm3 de cilindrada) e três versões de combustível: gasolina e álcool para o mercado brasileiro e diesel para o mercado europeu. É colocado transversalmente, na frente, e tem quatro cilindros, tuchos hidráulicos e comando na cabeça. Sua maior particularidade do distribuidor no eixo do comando de válvulas. Em razão do comando no cabeçote com tuchos hidráulicos (sistema usado pela primeira vez no Brasil), o motor é bastante silencioso.

No motor 1.6 o diâmetro dos cilindros é de 80 mm, com curso de 79,5 mm, enquanto que a versão 1.8 tem cilindros de 84,8 mm de diâmetro e 79,5 mm de curso. A potência máxima do motor 1.6 é de 70 CV a 5.000 rpm, enquanto que o motor a álcool tem 77 CV, e o 1.8 alcança 82 CV DIN a 5.000 rpm. O carburador do 1.6 é simples e o do 1.8, duplo.

Monza Clube do Brasil - Todos os direitos reservados