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Quatro Rodas

A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Quatro Rodas" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado.

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A GM guarda estes dois segredos para 1982

((Edição nº 233, dezembro de 1979)

Quatro Rodas conseguiu entrar numa pesquisa secreta da GM e viu os dois protótipos do novo carro que está sendo preparado para ser lançado em 1982.

A versão cupê do "J" A versão perua do "J"

Enquanto J. J. Sanches, presidente da General Motors do Brasil participava no início de novembro da festa de lançamento da linha Opala e Chevette 1980, anunciando os futuros planos de sua companhia (o lançamento da perua Chevette em 80, remodelação total da linha de caminhões, construção de uma fábrica de motores para automóveis, aumento na produção de veículos e o lançamento de um carro médio em 1982), Quatro Rodas conseguia entrar em uma "clínica" preparada pelo Centro de Estudos Econômicos, no Clube Pinheiros, em São Paulo, para a GM. E, nessa ''clínica", a grande atração eram os dois primeiros protótipos do novo modelo da GM (um duas portas e uma perua quatro portas) que J. J. Sanches anunciava para 1982.

Para esse automóvel, que é conhecido como carro "J" e será o próximo carro mundial da General Motors (como foram o Rekord e o Chevette), já está sendo ampliada e readaptada a fábrica da Detroit Diesel Allison. Ali, no lugar de motores de caminhão, serão produzidos motores a gasolina do carro "J" para exportação e a gasolina e álcool para o "J" que será produzido no Brasil.

O novo carro da GM poderá vir a ser também o substituto do Opala, que tem ainda a estrutura básica do antigo Opel Rekord. Na Alemanha, o modelo já foi inteiramente remodelado, enquanto que no Brasil teve apenas algumas alterações de estilo, uma nova frente e lanternas traseiras maiores e poucas modificações mecânicas. Com isso, a GM teria apenas a intenção de atualizar um pouco seu carro médio-grande, para a partir de 82 lançar um carro mais moderno na faixa dos médios, concorrendo diretamente com o Passat e o Corcel II.

A "clínica"

No Clube Pinheiros, em São Paulo, foi monta a exposição, com um forte esquema de segurança. Cada convidado era obrigado a esperar mais de meia hora até ser recebido por um recepcionista que acompanhava a pessoa todo o tempo, inclusive preenchendo os formulários e fazendo mais perguntas. Na entrada, num grande salão, estavam expostos todos os carros para 1980 fabricados no Brasil, inclusive os novos Chevette e Opala. A esses carros voltava-se toda a pesquisa: de qual gostou mais, de que frente, qual o mais confortável, a melhor posição de dirigir, melhores bancos, etc. Uma maratona que durava mais de uma hora. Em seguida, o convidado era levado para uma sala lateral, onde via o primeiro protótipo, identificado como modelo K _um cupé, duas portas, cinco lugares. Era, porém, um protótipo ainda em fibra de vidro, sendo que o interior do carro estava montado numa outra carcaça ao lado.

A caracteristica principal do modelo K é a frente, com faróis retangulares e lanternas dos lados externos, bem baixas, parachoques largos e envolventes e um grande spoiler dianteiro, o que demonstra a preocupação com a aerodinâmica e, portanto, com a economia de combustível. Na lateral, o que mais chamou a atenção foi a grossa coluna central, toda preta e o vidro traseiro, no estilo do vidro do Passat. Na traseira, despertam a curiosidade duas grandes lanternas retangulares, envolvendo os paralamas e uma grande porta que permite acesso ao porta-malas. Após entrar na carcaça, onde era examinado o interior do modelo K _com bancos individuais na frente, inteiriço atrás, painel retangular com os botões de comando ao alcance das mãos_, o convidado ia para outra sala, onde estava o modelo L, um carro pronto. Esse novo modelo é o de uma perua, de quatro portas, e o acompanhante fazia questão de frisar que também será produzido o modelo de duas portas.

A frente desse modelo, porém, é diferente: mais baixa e com os faróis retangulares inclinados. A grade praticamente tem a metade da altura dos faróis e as lanternas são colocadas entre os faróis. Na frente, um grande spoiler acentua o conjunto. O que chamou atenção na lateral foi a ausência de quebra-vento na porta dianteira, além das linhas retas da parte traseira. Por sinal, a traseira é composta praticamente de uma grande porta, com linhas retas, deixando espaço apenas para duas lanternas retangulares e estreitas, colocadas verticalmente.

Finalmente o convidado era levado para uma posição de onde via a frente dos dois carros para dar sua opinião. O recepcionista informava-lhe que em ambos os modelos a tração é dianteira e os motores de quatro cilindros em linha teriam a opção de 1.600 cm3 e 1.800 cm3 com um consumo entre 13,7 e 13,8 km/litro. O acompanhante também dava-lhe uma idéia de preço: aproximadamente Cr$ 210.000,00 para a perua de duas ou quatro portas) e Cr$ 195.000,00 para o modelo cupê. Esses dois modelos mostrados na pesquisa ainda não são os definitivos, mas certamente serão a base para o carro "J" da GM brasileira, que poderá vir a ser um sério concorrente do Passat e Corcel _uma faixa bem-sucedida junto do público e que interessa cada vez mais às fábricas.

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