Monza Clube

Patrocinadores Classificados Agenda de Eventos Novidades Imprensa Notícias GM Facebook

..

..
Oficina Mecânica

A reportagem a seguir foi cedida e autorizada pela revista "Oficina Mecanica" para publicação exclusiva no Monza Clube. Aproveite para visitar o site da revista clicando na imagem ao lado.

..

Monza 91: Opel Vectra à brasileira

(Edição nº 50, outubro de 1990)

 
Monza 91 Monza 91

A GM fez grandes modificações nos Monza. Tendo passado por poucas mudanças desde que foi lançado, em 1982, o carro mais vendido da General Motors ficará diferente pela primeira vez, em 1991. A frente foi alongada em cerca de 10 centímetros, tendo acontecido o mesmo com a traseira, o que representa aumento do comprimento total em 12,7 cm.

O capô agora é totalmente liso e arredondado, seguindo a tendência mundial (já aplicada no Kadett) de estilo e conceitos aerodinâmicos. A grade ficou mais estreita, com apenas duas laminas, e o novo grupo ótico tem os faróis alto/baixo nas extremidades e os de longo alcance no lado interno. Abaixo do parachoque existe agora um spoiler integrado, onde estão os faróis de neblina. Na traseira, outro spoiler, na parte baixa do parachoque, ambos pintados na cor do veículo (os retrovisores também são pintados assim).

O logotipo Chevrolet, antes na dianteira, agora é aplicado no capô, muito semelhante ao da Opel alemã (o raio que atravessa o círculo). Mas a grande novidade fica para o porta-malas, agora mais alto e apresentando um discreto spoiler estampado na própria chapa da tampa (a capacidade do compartimento de bagagens aumentou de 510 para 565 litros, um ganho de 10,7%). Como a tampa vai até a borda do parachoque traseiro (como no Fiat Prêmio), o acesso ao porta-malas tornou-se bem maior, ajudado pelo ângulo de abertura da nova tampa, de quase 90º. Grandes volumes podem agora ser colocados com facilidade nessa parte do carro. Também, o local da placa (de licença) traseira passou da tampa para o parachoque e as lanternas traseiras não são mais horizontais: são verticais e de grandes dimensões (com lentes fumês no Classic), aumentando sua área de visibilidade.

Andando com o novo Monza

Monza Classic SE

Rodando, percebe-se de modo claro o melhor comportamento proporcionado pelos pneus de perfil menor (passando de série 70 para 65), com respostas de direção mais rápidas. Houve alongamento da relação final de transmissão da ordem de 2%, quase imperceptível, devido aos novos pneus. Aconteceu a esperada unificação com alguns componentes da linha Kadett, como a caixa de direção servo-assistida (com alterações apenas no corpo de válvulas, para aumentar a assistência hidráulica) e também dos coxins do conjunto motor-transmissão. Antes eram quatro suportes altos, agora são apenas três, com um deles inferior. Com a alteração, aumentou bastante o isolamento das vibrações transmitidas para o interior, ficando a impressão de que o motor é mais suave. Ainda dentro desta linha Monza/Kadett, compressor do ar-condicionado e bomba hidráulica do sistema de direção estão na mesma posição do Kadett. Tudo isso e mais o revestimento fonoabsorvente do capô em material pré-moldado resultou num interior bem mais silencioso. Completam as mudanças o rádio/toca-fitas digital AC Delco de última geração (lançamento mundial, segundo a GM), com código de segurança anti-furto e funções de ajuste exibidas no mostrador. O sistema traz nada menos que oito alto-falantes (quatro tweeters e quatro woafers), com qualidade de som ainda inédita num carro nacional. E na tampa do porta-malas, a inscrição "2.0 M.P.F.I." (dois litros e injeção de combustível multiponto).

Evolução técnica

Se as mudanças de estilo foram grandes, ocorreram também diversas alterações técnicas significativas. O modelo Classic passa a dispor de rodas de 14 polegadas de diâetro, com pneus 185/65 HR 14, a mesma medida do Kadett GS. Embora não tenha sido alterada a largura máxima dos pneus, antes eram 185/70 SR 13, a resposta aos comandos de direção aumentou. As novas rodas "encheram" mais o desenho lateral do veículo (basta lembrar do Monza S/R).

Na suspensão, as buchas silenciosas foram modificadas para permitir maior movimento das peças, visando aumentar o conforto. O estabilizador dianteiro passou de 16 para 18 mm de diâmetro, proporcionando maior controle de rolagem. As molas dianteiras foram ligeiramente modificadas _têm maior altura para compensar a frente mais longa e assim manter a altura de trabalho da suspensão.

Painel digital

No interior do veículo, foi introduzido forro de teto pré-moldado, um item reclamado pelos mais exigentes. Mas a grande surpresa é o grupo de instrumentos totalmente novo, com velocímetro digital e instrumentos tipo escala com visor de cristal líquido (disponível somente nos Classic com injeção eletrônica de combustível) para termômetro de água, voltímetro, nível de combustível e conta-giros. O efeito visual impressiona até mesmo para quem aprecia os instrumentos analógicos ("de ponteiro"). Outro volante, de quatro raios, com cantos arredondados, completa o novo aspecto interno. Com estas alterações, o Monza volta a ser atual, bem ao gosto do consumidor brasileiro. O modelo 91, sem dúvida, poderá levar o "Monza/Vectra" de volta à liderança de nosso mercado interno.

Monza alemão

Em agosto de 1988, quando o nosso Monza (que na Alemanha se chamava Ascona) começava a dar sinais de cansaço nas vendas, a Opel apresentou, com certo estardalhaço, seu sucessor: o Vectra. Nas versões de dois e três volumes, com 4 ou 5 portas, oferecia uma ampla escolha de motores, com carburador ou injeção, gasolina ou diesel, de 1.400 até 2.000 cc. Em suma, carros para todos os gostos (e todos os bolsos) que sucessivamente foram recebendo outras versões, inclusive com cabeçotes de 16 válvulas (apresentado no ano passado no Salão de Frankfurt) ou tração nas quatro rodas.

Com esse verdadeiro esquadrão, a GM conseguiu importantes marcas em praticamente todos os mercados europeus, e forçou os concorrentes, a começar pela Fiat, a lançarem novos modelos. A Fiat, por exemplo, respondeu com o Tempra, que será fabricado aqui no ano que vem, enquanto Ford e VW ainda preparam suas armas. Especificamente em relação ao novo Monza nacional, pode-se dizer que o motor 2.0 é praticamente o mesmo que o alemão, de 129 cv na versão com injeção  (que se reduzem a 115 quando usa o catalisador) a 5.200 rpm. Seu torque é de 18,3 kgf.m, caindo para 17,3 kgf.m com catalisador, sempre a 2.600 rpm. O sistema de injeção e ignição eletrônicas no modelo europeu é comandado por um Bosch Motronic (aqui, por hora, teremos um sistema misto analógico-digital), mas o rendimento não muda. E, para os amantes da velocidade, pode-se ainda lembrar que, com o cabeçote 16 válvulas e taxa de compressão 10,5:1, a potência, mesmo com catalisador; aumenta para 150 cv a 6.000 rpm. O que leva o carro a 2l7 km/h de máxima.

Monza Clube do Brasil - Todos os direitos reservados